por Zé Roberto Padilha

Existe um abismo entre o futebol jogado, hoje, por Gerson e Lucas Paquetá. E isso é uma falta de respeito com nossa seleção, eliminada, com toda a justiça, da Copa América.
Enquanto Gerson tem chamado a responsabilidade para colocar o Flamengo na liderança do Campeonato Brasileiro, Paquetá se exime, ou não tem competência, para organizar o meio-campo da seleção de muitos brasileiros. Menos minha.
Futebol, e aprendemos isso com nosso treinador Pinheiro, nas divisões de base do Fluminense, é momento. Não é passado, nem futuro. Com a ausência de Arrascaeta e De la Cruz, Gerson tem corrido como o segundo e jogado como o primeiro. Vive o seu melhor momento na carreira.
Sem a genialidade de Gerson, Rivaldo ou Rivellino, armadores canhotinhos habilidosos e sem liderança, como Paquetá, são encontrados às pencas nas peladas do Aterro do Flamengo. O que Dorival Jr. pensa que ele, Paquetá, pode fazer, James Rodriguez faz.
E fez a diferença.
Se o tempo voltasse, e eu fosse de novo o menino que sonhava em ser jogador de futebol. gostaria de chutar como Rivellino, driblar como Zico e ter o empresário de Lucas Paquetá.
Estava feito na vida. E nossa seleção desfeita de um Gerson que realmente merecia ocupar o meu lugar.
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