por Zé Roberto Padilha
Em algum momento de suas peneiras, em meio a tantas escolinhas espalhadas com sua grife pelo país, um garoto frágil e habilidoso, como Zico, certamente foi menosprezado pelo opção da base em ter no time jogadores altos, fortes e aplicados na marcação.
Alguns hábeis jogadores devem ter ficado pelo caminho.
Sem um olhar para defender a arte, dominadas pelos trogloditas de plantão que privilegiam a força, é duro assistir essa nova geração de esforçados corredores que o clube colocou em campo contra o Audax.
Não há um só atleta que coloque um freio na bola e lhe conceda uma cadência. Que acelere o jogo ou faça a bola circular até achar a hora de dar o bote, conforme o Modric. E demonstre um mínimo de habilidade e categoria para oferecer uma assistência, dar um drible e encantar o torcedor.
Não há um só pensador em meio a tantas pernas que se embaralham com outras numa correria desenfreada.
Eliminados na Copinha pelo Avaí, com um a zerinho suado contra o esforçado clube de Angra dos Reis, o Flamengo, que estreou no Carioca não apenas deixou saudades do Arrascaeta.
Mesmo o aposentado, Diego foi lembrado diante da tamanha falta de um maestro que ordenasse a seus cabelinhos pintados: “Por favor, parem e pensem. Agora!”.
Zé Roberto, permita-me discordar de V.Ex.ą. O grupo de jovens jogadores ainda em formação que entrou em campo ontem e conseguiu vencer o Audax (sem obrigação alguma), foi escalado por absoluta falta de opção, foi um improviso planejado, em face da impissibilidade de atuação do time principal. Dito isso, a meu sentir, qualquer análise que se faça da performance desses garotos, não pode desconsiderar tal fato, caso contrário, ficarão nítidas duas coisas: a incoerência e a má fé, deliberada ou não!
Thank you!