:::: por Paulo Cezar Caju ::::
Rogério, Gerson, Roberto Miranda, Jairzinho e PC Caju
Volta e meia ouço torcedores resmungando….”esse time ainda me mata!!!”. Os do Vasco devem ter repetido isso exaustivamente na partida contra o Fluminense. Tomara que não tenha morrido ninguém.
Convencido por amigos franceses e por Amauri, da pelada de Jacarepaguá, acabei indo ao Engenhão assistir o meu Botafogo contra o Nova Iguaçu. Jogo horroroso, mas horroroso mesmo. Se fosse cinema os críticos colocariam aquele bonequinho indo embora. No intervalo fui comer um cachorro-quente e alguns torcedores se aproximaram. Queriam minha opinião sobre o jogo.
Peraí, mas eles não estavam vendo? É preciso eu dizer o óbvio? Querem que eu desenhe?
Na verdade, perguntam para me irritar, conhecem o tamanho do meu pavio. Resultado, aconteceu um bate-boca. Os caras me chamaram de nostálgico, saudosista essas coisas que todos estão cansados de saber que sou mesmo. E sou mesmo!!!! Fui embora do Engenhão, larguei meus amigos lá. Peguei o trem, o Metrô e casa!!!! Me estressei, sei que preciso me controlar.
De madrugada, chegou a conta do aborrecimento: senti uma pontada no peito, no meu coração botafoguense. Sozinho, me deitei no chão e tentei relaxar. Para isso, claro, não pensei no futebol atual, mas no de Garrincha e Amarildo. Isso me faz bem, fazer o que? Fui para o Copa d´Or e fiz uma bateria de exames. O médico disse que tenho ondas invertidas. Ainda bem que não puxou assunto sobre futebol. Sangue bom, tudo em cima, só preciso controlar o colesterol e…..a paciência.
Preferi nem assistir o jogo ontem, estreia da Libertadores. Ganhando ou perdendo o coração dispara. Botafogo, assim você me mata!!!
– texto publicado originalmente no jornal O Globo, em 02 de fevereiro de 2017.
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