por Zé Roberto Padilha
Que Dorival Jr. nem ouse contestar o que, hoje, é uma unanimidade nacional. Convocar o Wesley, e torná-lo titular da seleção brasileira, é sua obrigação. Por uma questão de justiça.
Em uma posição carente no futebol brasileiro, em que seus ocupantes historicamente sempre correram mais do que jogaram, e tecnicamente sempre estiveram abaixo dos seus companheiros, devolver à lateral direita um craque à altura do Leandro irá elevar o nível técnico da seleção brasileira.
Cafu se superou, correu muito e não nos decepcionou. Mas jamais nos encantou. Maicon fez o mesmo, Josimar idem e Djalma Santos se esforçou, como todos eles que suaram a camisa no lado direito do campo, para amenizar o abismo da arte praticada do outro lado.
O problema que saltava aos olhos, tal a diferença técnica, é que no lado esquerdo tinha um Nilton Santos. Depois veio o Marco Antônio, Junior, Marinho Chagas, Roberto Carlos, Marcelo…uma covardia.
Tão carente a posição na seleção, que nas duas últimas Copas do Mundo quem a ocupou, com todo o respeito, foi o Fagner. Que nenhum time europeu se interessou. Mesmo porque Daniel Alves, uma honrosa exceção técnica, foi usado até sua última gota de suor.
Tentaram o Danilo, mas até ele, e a Juventus, desistiram. E o efetivaram na zaga. E se o futebol é momento, o momento vivido pelo futebol brasileiro não pertence a Mano Menezes.
Ele é representado pela arte que Wesley vem bordando sobre o lado direito de uma tela que, desde Leandro, se apresentava ofuscada pela ausência da genialidade.
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