por Zé Roberto Padilha
Aos 12 anos, já torcia para o Fluminense. Aos 8 anos, fui conhecer o Maracanã ao lado da minha família. Toda ela americana. O América venceu e foi campeão carioca. Na volta para Três Rios, falei para o meu pai :
– Gostei daquela torcida. Aquela nuvem de pó de arroz, as cores tricolores…
E ele concordou.
Esse time foi minha referência. A camisa, linda e sem patrocínios, era cobiçada porque não vendia nas lojas. Eram confeccionadas e bordadas às mãos. Puma e Adidas, só décadas depois. Flu Boutique? Nem pensar.
Só a bola era pesada demais. Se chovesse, a água se introduzia no couro e passava a pesar 100kg. O bacana é que essa escalação perdurava por anos, dava para guardar de cabeça e colecionar o álbum de figurinhas da Panini.
Hoje, qualquer Endrick chega ao profissional sem pedir licença. Dar, como nós demos, um “Com licença, Seu Denilson?” .”Sim, pode chegar. Mas senta naquele banquinho e espera sua vez”.
Depois do Gilson Nunes, veio o Lula ocupar a ponta-esquerda. E depois, quando foi vendido ao Internacional, não é que chegara a minha vez?
Saudades. E orgulho de ser tricolor.
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