por Zé Roberto Padilha
Fluminense x Internacional disputavam, no Maracanã, quem iria às finais do Campeonato Brasileiro de 1975. A Máquina Tricolor, da qual era o ponta esquerda, tinha vencido o Flamengo (3×0), o Sport Recife (3×0) e o Palmeiras (4×2).
Jogando em casa, éramos favoritos, mas o Inter também era uma máquina de jogar futebol. E com gols de Lula e Carpegiani, Falcão, Batista e Caçapava impedindo Rivelino e Paulo Cézar de jogar, perdemos o direito de ir às finais.
Só não sabia que era o meu último jogo com a camisa tricolor. Foram sete anos defendendo o meu clube de coração, desde os infanto-juvenis. E quando estava de férias, em Iguabinha, Francisco Horta nos trocou pelo Doval.
E nunca mais vesti a camisa que era antes a minha bandeira. Jamais pensei em vingança, mas na última quarta-feira, quando o Inter entrou literalmente pelo Cano, lembrei que foram eles que impediram que continuasse a sonhar.
No Flamengo, definitivamente, me tornei um atleta profissional de futebol que honra o o clube que paga o seu salário. Daqueles que compram ingressos para torcer por você.
A partir daí, o amor à camisa ficou no coração. As pernas, pulmões e raciocínio passaram a dar as ordens. Mas que tinha saudades de correr para o lado dos que torciam pelo meu time, isso tinha.
A final, de 1975, foi entre Inter X Cruzeiro. Jamais lembrei de quem venceu. Sempre soube de quem mais perdeu. Eu.
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